27 de novembro de 2011

Quer Carona ou Vai a Pé Mesmo?


Nas férias da faculdade, mais de uma vez, com pouco dinheiro, tive que pegar carona na estrada. Eu e os amigos ficávamos em um posto da Polícia Rodoviária com uma placa escrito: Estudantes. Não lembro ao certo, mas acho que ao todo éramos uns quatro, o que sempre dificultava a carona. Embora hoje eu veja com mais clareza o perigo que corríamos, tomávamos algumas medidas de segurança. Por exemplo: nos apresentávamos aos policiais, explicávamos quem éramos e quando alguém parava, os policiais pediam a identificação ao condutor, nos apresentava, e pedia pela nossa segurança.
Um motorista nos ofereceu carona até bem próximo de onde queríamos chegar. Entramos contentes e rindo bastante. Aos poucos fomos puxando assunto. Mas, aquele senhor, em vez de conversar, começou a chorar. Quando soube que éramos adventistas, chorou mais ainda. Quando soube que eu havia estudado no Colégio Curitibano Adventista, ele parou o carro e contou sua história.

Ele nos disse: “Sabem, todo pai tem o sonho de dar um bom presente para seu filho quando ele faz 18 anos. Comigo não foi diferente. Lutei, trabalhei, economizei. Quando meu filho fez 18 anos, mandei entregar-lhe o carro na porta de casa. Embora eu não estivesse presente, nem consegui dormir na noite anterior imaginando a cara de surpresa dele. Tinha negócios em Porto Alegre, mas queria que meu filho tivesse o aniversário dos sonhos. O que eu não sabia era que meu filho ficou tão agradecido que quis me fazer uma surpresa. E foi me buscar na capital gaúcha. Só que meu filho”, ele falou aos prantos, “nunca apareceu em Porto Alegre. Ele ficou na estrada. Morto. Entendem? Eu matei meu filho; eu lhe dei a arma. Ele não tinha experiência em estradas e eu nunca mais vi meu filho vivo.”
Coincidência ou não, eu havia conhecido o filho dele. Havia estudado no mesmo colégio que eu. Naquele momento, pudemos consolar esse senhor com as palavras de Jesus e das Sagradas Escrituras. Houve um momento em que todos nós choramos dentro do carro. Foi então que alguém começou a cantarolar um hino de esperança na volta de Jesus, e o sentimento dentro daquele carro mudou. Ir a pé quase sempre é melhor. Mas, às vezes, Deus coloca diante de nós a possibilidade de transformar o choro em alegria. Agora, pegue carona nesta história, e seja uma bênção hoje para outros também!

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